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A Revolução militar do 25 de Abril de 1974 derrubou num só dia o regime político que vigorava em Portugal desde 1926 - o regime fascista -, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante a revolta das forças armadas.O motivo da revolução resume-se à precária situação económica, social, militar, política e ideológica que vigorava no país, aliada à falta de liberdade de expressão.
A Revolução
5 minutos antes das 23h do dia 24 de Abril de 1974, nos estúdios da Rádio Alfabeta dos Emissores Associados de Lisboa ouvia-se a música “E depois do adeus” de Paulo de Carvalho. Era o sinal para as tropas avançarem.
A "senha", constituída pela canção Grândola, Vila Morena, de Zeca Afonso, foi posta no ar no âmbito do programa Limite da Rádio Renascença, às 00h30m do dia 25, antecedida da leitura da sua primeira quadra. Esta segunda senha serviu para informar todos os quartéis e militares que aderiam ao golpe, de que tudo estava preparado e a correr conforme o previsto.
Era o arranque sincronizado e irreversível das forças oficiais intermédios da hierarquia militar do MFA (Movimento das Forças Armadas).
O MFA, na sua maior parte, era constituído por capitães que tinham participado na Guerra Colonial. A figura em destaque deste grande dia foi o Capitão Salgueiro Maia, que foi o porta-voz e cabecilha dos militares.
Com o amanhecer, as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos. Alguém começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas. O cravo tornou-se no símbolo da Revolução de Abril de 1974.
Com a revolução dos cravos regressam as liberdades de opinião, de expressão e de imprensa. Passados 35 anos após a Revolução, continua-se a falar sem medo de ser punido por aquilo que se diz e pensa.